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E aí, como está o mercado?

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Essa pergunta virou chavão em praticamente todas as conversas que tenho atualmente com profissionais, seja com pessoas buscando oportunidades de carreira, seja buscando gente para suas empresas. Sempre me fazem esse questionamento e geralmente, antes mesmo da minha resposta, o interlocutor já emenda na frase algo como “Tenho percebido que as coisas estão meio estranhas, mercado está muito difícil, demissões acontecendo, os clientes sumiram, etc., etc., etc.”. Ou seja, ao fazer a pergunta o interlocutor já tenta direcionar a resposta, como se quisesse ouvir um “Fique tranquilo, não esta ruim apenas para você, mas para todo mundo. Essa sua percepção está correta e vamos todos afundar abraçados”. E com isso ele talvez consiga uma certa paz para a sua consciência, e atravesse o momento de mudanças pelo qual estamos passando com menos ansiedade. Acho que esse comportamento deve-se ao fato do ser humano ter a tendência a ficar tranquilo (ou menos inconformado e estressado) quando percebe que não está sozinho no seu sofrimento, que tem um ombro amigo para poder compartilhar a dor (no fatídico Brasil 01 x Alemanha 07 foi comum ver brasileiros chorando e se abraçando no estádio, como que tentando suavizar a dor da derrota).

Tudo é uma questão de perspectiva

Entretanto, minha constatação, por mais fria que seja, é a de que enquanto alguns perguntam sobre o mercado, outros estão trabalhando e crescendo. E esses do segundo grupo dificilmente tem tempo para fazer perguntas, pois estão utilizando o tempo criando o seu próprio destino, e escapando do efeito manada. É o velho ditado do “Enquanto uns choram, outros vendem lenços”.

Recentemente estive em um bate papo com empreendedores brasileiros, onde debatemos a economia brasileira e as perspectivas para o ano. Quando um dos empreendedores fez um depoimento sobre os investimentos na sua empresa para 2015, dizendo que decidiu interromper qualquer investimento por que o momento pede cautela e a insegurança é generalizada, outro empreendedor serial já consagrado no mercado e referência dentro do mundo corporativo prontamente contra atacou dizendo que quando abriu um de seus negócios ha mais de 40 anos atrás, o mercado era muito mais feroz, o ambiente de negócios mais hostil, o mundo não era conectado (e consequentemente as oportunidades de troca de melhores práticas, mais difíceis). E nem por isso ele desanimou e parou para olhar para o lado. Outro exemplo: O Banco Garantia, de Jorge Paulo Lemann, em 1989 comprou a Cervejaria Brahma. Para quem não se lembra ou é muito jovem, aquele foi o ano da maior inflação da história brasileira, de obscenos 1770% ao ano, ou algo próximo a 160% ao mês! Hoje falamos de uma inflação de 7% ao ano como se fosse a antecipação fim do mundo. Será que naquele momento o sr. Lemann parou para pensar em “Como estava o mercado?”. Não, ele confiou na sua intuição, se cercou de gente boa que acreditou no seu sonho, e seguiu em frente. O resto da história o mundo todo conhece bem.

Quer sair do Brasil para melhorar de vida? Tem certeza?

Para quem quer crescer, seja empreendendo no seu próprio negocio, seja dentro de uma organização, não existe melhor lugar no mundo para se estar nesse momento do que o Brasil. Afinal, onde mais temos uma escala tão grande de consumidores em constante desenvolvimento e evolução, ávidos por serviços, produtos e inovação? Onde encontramos tantas oportunidades de melhorias em praticamente todos os setores da economia? As oportunidades estão ai, disponíveis, para quem quiser “meter a cara”, sujar as mãos de terra, e fazer a diferença. Fácil não é, realmente. Dificuldades existem em todas as esferas.

Mas as historias mais ricas e bem sucedidas no mundo dos negócios partiram de profissionais que conquistaram e cresceram com muita transpiração, mão na massa e resiliência. Sem milagres, sem atalhos. Sair do país para tentar vencer em terras mais desenvolvidas? Não creio ser a melhor opção. Conseguir construir uma história de sucesso nos Estados Unidos, por exemplo, é muito mais difícil, pois o nível de evolução dos concorrentes, a competitividade e a gestão estão muito a frente do que temos por aqui. Além disso, muito do que ainda é novidade no Brasil já é algo testado e retestado por lá. Vários empreendedores bem sucedidos no Brasil perceberam isso da pior forma, quebrando a cara (e dinheiro), e optaram por voltar.

Para concluir: quando alguém me pergunta “Como esta o Mercado?”, a minha resposta é: Continua vivo e disposto a consumir produtos e serviços. Talvez não com tanta voracidade quanto em tempos anteriores, mas ainda com muito dinheiro e oportunidades para quem tem sede de vencer.

E para você, como esta o mercado?

De repente…

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É … De repente o grão de lentilha cresceu.

De repente se passaram 22 semanas.

De repente vou ser pai.

Pai de uma menina, então comecei a me questionar, o que é ser pai de uma menina?

Ser pai de menina…é cuidar com carinho para não machucar. É trocar monstros por fadas, é se afogar em esmaltes, batons, pulseiras e brincos. Ser pai de menina é colocar maria-chiquinhas e vê-la andando pela casa empurrando o carrinho de bonecas, trombando nos móveis e dando risadas…

Ser pai de menina é …não falar palavrão, é se interessar por vestidos e quase se ensurdecer com os gritos agudos que há de se ouvir. É vê-la andando pela casa com o sapato alto da mãe…ou de quem quer que seja…toda atrapalhada…É ganhar o sorriso mais apaixonado, é sofrer com o ciúme mais doce…é se arrepender de sido sempre tão durão. É ver um olhar lindo quando você diz que vai à…apresentação da escola. É escutar aquela risada quando…você ficar com ciúmes do coleguinha da escola. Ser pai de menina é…conhecer a alma feminina. E o mais importante de tudo…ser sempre o príncipe e nunca o vilão. É levar no peito, para o resto da vida…uma pequena bailarina cor de rosa que nunca vai crescer. Ser pai e menina é mais ou menos assim…e quando adolescente desejo, que ganhe seu primeiro sutiã, que chore vendo filmes, que escove os cabelos para dormir, que tenha muitos sapatos e bolsas e que não sofra.

Ser pai de menina é aprender coisas novas, as quais você nunca imaginou dar atenção.

É descobrir que a cor que você chamava de rosa na verdade é rosa pink e, que além dela existem vários outros tons.
Ser pai de menina é se pegar lendo revistas de penteados infantis;
É tentar entender o mistério de se fazer uma trança e que tic-tac não é aquela balinha e sim uma coisinha para prender cabelo.
É ser muito visto na área feminina das lojas, parado de frente para várias roupinhas, perdido sem saber o que comprar.
É brincar de fogãozinho e imaginar que tem comida nas panelinhas;
É dar papinha e trocar fraldas de bonecas.
E por falar em brincadeiras.. ser pai de menina é usar maquiagem fora do carnaval, é pintar as unhas, é brincar de desfile de moda, é contar historinhas da princesinha, da joaninha, do coelhinho rosa que tinha filhotinhos rosa e morava em uma casinha rosa rs.
Ser pai de menina é se importar com os acessórios cheios de estrelinhas que estão no cabelo dela para não cair;
É ter os olhos marejados e um nó na garganta constantemente;
É ter na troca de olhar toda a comunicação e cumplicidade do mundo.
Ser pai de menina é achar coisas fofas, gracinhas, belezinhas e muitas outras coisas no diminutivo;
É vestir uma asinha pra brincar de fada e sair voando pela casa;
É aprender a combinar roupas e, ai de você se não deixar ela escolher a roupinha que quer vestir.
Ser pai de menina é levar no peito, para o resto da vida uma pequena bailarina cor de rosa que nunca irá crescer.
E como diz a música:
♫  De repente o sonho aconteceu
De repente o medo se perdeu
A semente de repente virou flor
E o universo conspirou

E de repente tenho você Manu
E de repente vou te chamar de filha  ♪

—-

Ufa! Mais um ano foi embora!

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Ufa! Mais um ano foi embora! Felizmente para uns; infelizmente para outros…

É engraçado, mas, nessa época do ano ficamos mais suscetíveis às mudanças. É como se constatássemos tudo de errado que fizemos ao longo do ano e nos dispuséssemos a mudar para receber o próximo ano. Que bom que é assim! Aproveite essa onda e entre nela de cabeça.

 Mude tudo o que não gosta. Comece por etapas. Primeiramente limpe a casa e organize sua casa. Jogue fora papéis velhos, conserte objetos e móveis quebrados. Cuide das plantas e procure ter sempre flores frescas sobre a mesa, frutas na cozinha e um bule com café ou chá, quentinho, no fogão. Ah! Música, sempre muita música,  pode ser até canto dos passarinhos no quintal. Isso alimentará sua alma e atrairá harmonia e fartura.

 

Agora, vamos para os armários. Tire tudo que não lhe serve ou que você já cansou de usar. Isso abre espaço para o novo entrar. Depois dos armários vá para o escritório e faça a mesma limpeza. Arrume a “papelama”toda e separe para a reciclagem. A história da música serve, também, para o escritório. Organize-se para que todos os negócios de 2015 sejam bem vindos e lhe tragam recursos para que a energia do trabalho e da renda circule (não importa se você não é o dono do negócio). Ops! Não se esqueça de limpar seu computador, deletar mensagens antigas, organizar os arquivos, pastas.

 

 Tudo pronto fora? Agora é sua vez. Se espelhe no exemplo divino e comece sua faxina. Mude sua atitude, jamais lamente ou reforce o negativo (essa história de ficar lamentando ou contando os problemas só faz eles se agigantarem), reforce o positivo. Ajude o bem a florescer se fortalecendo, focando a confiança, seus objetivos, a paz, a harmonia e o amor. Isso atrairá uma chuva de bênçãos sobre si e sua casa.

Limpe seu coração de todas as mágoas que ainda estejam arraigadas. Com muita  ternura e compreensão, jogue uma a uma fora. Se você achar mais fácil, escreva-as em uma folha de papel e queime – mentalizando que elas nunca mais encontrarão espaço em seu coração. Faça o mesmo com seus medos.

Agora, limpo de alma, tome um espetacular banho – muitos aromas e água para tirar tudo que possa ter ficado para trás.

 

Eis você na versão 2015 – limpo e pronto, de corpo, de casa e de alma. Que venha o novo ano e tudo de bom que ele trouxer, para você, sua família e seus amigos. 

Personalize a experiência de seus clientes em todos os canais

Uma das principais tendências do varejo (físico e online) é a personalização da experiência de compra dos consumidores. Essa personalização deve ocorrer em todos pontos de contato entre marca e consumidor, como por exemplo no atendimento em loja física, em campanhas de mala direta, navegação no site, etc.

 

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Temos visto uma grande evolução, principalmente nos maiores varejistas, com relação a essa tendência, e ao que tudo indica o próximo passo será uma maior integração de dados dos diferentes canais para personalizar de forma ainda mais assertive toda experiência do cliente.

O consumidor deve tratado sob uma mesma ótica independente do canal utilizado pore le, e com o uso de tecnologias e ferramentas de CRM as empresas estão gerando uma grande evolução.

Os varejos estão utilizando dados de vendas em suas lojas físicas para oferecer produtos e serviços de suas lojas virtuais, estão captando dados em seus sites e programas de fidelidade para ter um maior conhecimento quando um cliente entra numa loja física, entre outros.

Para ilustrar essa importância, segue abaixo um infográfico publicado pelo blog Getelastic recentemente com alguns dados bem interessantes:

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1. 73% dos consumidores preferem experiências personalizadas no momento de compra;
2. 46% dos consumidores compram mais quando existe uma experiência personalizada entre canais;
3. 76% dos consumidores compram produtos com base nas recomendações dos vendedores;
4. 85% não tiveram notícias dos varejistas após terem se cadastrados no programa de fidelidade;
5. 54% dos clientes deixariam de participar do programa de fidelidade caso não recebem ofertas personalizadas.

 

Fonte: Enext

Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia

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Essa frase de Edward Deming, nunca esteve tão presente no varejo digital. No momento em que o mercado está em uma busca quase que desenfreada por rentabilidade, atuando em ações de mídia e marketing, investindo fortunas em plataformas e sistemas, acabam se esquecendo de olhar para dentro de casa.

Não estou dizendo que marketing e tecnologia não são cruciais para o sucesso de uma empresa no varejo digital, porém acredito no termo que utilizamos no nosso dia a dia e em nosso direcionamento de trabalho.

A rentabilidade de dentro para fora!

Medir faz toda a diferença. Medir permite identificar e analisar o desempenho dos processos, bem como as causas que levam a esse desempenho. Permite também, a execução da estratégia, a melhoria contínua e a previsibilidade. Pontos que colocam sua empresa na frente da concorrência.

Mas como definir as metas a serem medidas?

Um erro comum é confundir objetivos com metas. Objetivos são os fins, os resultados que uma organização deseja alcançar, devendo alocar recursos para que aconteçam. Já as metas, são objetivos quantificados e qualificados em termos de prazo, possibilitando o alinhamento dos esforços e dos recursos na organização.

Resumindo, os objetivos fornecem uma direção, enquanto as metas são objetivos quantificados.

Para criar uma meta é preciso que três elementos estejam sendo discutidos:

Meta = Objetivo + Valor + Prazo

Objetivo a ser almejado, medido através do indicador + Número desejado de desempenho do indicador + Tempo no qual se espera o alcance do valor.

Exemplificando: Meta = Alcançar uma taxa de recompra de 50% até agosto de 2014.

Mas como definir os indicadores?

Para isso é necessário analisar/revisar, ou até desenhar seus processos.

Seus processos atendem sua estratégia? Eles priorizam potenciais de ganho? Determinam o melhor caminho?  São customizados ou iguais aos de “todos”?

Caso a resposta seja não, revise seus processos!

Defina seus indicadores de modo que reflitam seus objetivos estratégicos e a partir dos objetivos estratégicos, desdobre-os até o nível operacional.

Como dica, tenha cuidado ao criar um indicador:

Não meça somente sistemas organizacionais sem associar às estratégias globais, ou então para cortar custos ao em vez de melhorar desempenho e nem com objetivo de avaliar indivíduos.

Métricas não são apenas para gestão de mídia!

  • São imprescindível para qualquer empresa, não importa o tamanho.
  • Servem para avaliar se empresa está indo bem e quais aspectos podem ser melhorados.
  • Propicia decisões rápidas e muito bem direcionadas.

Não existe fórmula pronta, é preciso MAPEAR seus processos para poder mensurá-los!

Um dos maiores inimigos da manutenção da gestão por indicadores é a preguiça e falta de ação em cima das informações obtidas nos relatórios, por isso implantar uma sistemática de gestão que permita acompanhar, estruture rituais de acompanhamento dos resultados.

Crie planos de ação, acompanhe o resultado, verifique e trabalhe nos ajustes ou na manutenção do resultado.

O grande segredo do e-commerce é entender que não é e-commerce. É varejo!

5 clichês que sua startup precisa abandonar hoje

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Sua ideia é mais inovadora?

Talvez seja hora de repensar esse e outros clichês para fazer o negócio crescer

Da garagem de casa, um grupo de empreendedores, sem tirar os olhos das telas dos computadores, sonha em ser o novo Instagram ou Waze. Bilhões de dólares em aquisições e muito glamour são apostas quase certas. “Os cases de startups que explodem e são um sucesso são raros. É preciso trabalhar e dedicar muito ao negócio”, diz Camila Farani, diretora no Gávea Angels e co-fundadora do Lab22. Para ela, o mundo do empreendedorismo digital está glamourizado até demais.

Para atrair consumidores, muitos empreendedores recorrem a ações de marketing nas redes sociais, mas não vão para rua apresentar seu produto ou serviço. “Você pode ir até uma associação comercial e fazer uma parceria para vender seu produto”, ensina Guilherme Junqueira, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Ele afirma que é um clichê que as ações de marketing de uma startup tenham que ficar concentradas na internet. Veja esse e outros clichês que os empreendedores do meio ainda acreditam, mas precisam abandonar de vez, o quanto antes.

1. Não contar a ideia a ninguém

Compartilhar a ideia de negócio com outras pessoas é a forma mais barata e fácil de desenvolver o produto ou serviço. O medo de que outros empreendedores copiem a ideia pode acabar travando o desenvolvimento do negócio.

“Você pode encontrar alguém que melhore a sua ideia ou que tenha a mesma visão que você”, diz Junqueira. Ele conta que investidores focam no poder de execução do empreendedor e não na ideia que ele não quer compartilhar com qualquer pessoa.

2. A sua ideia é muito inovadora

Muitos empreendedores clamam que a sua ideia é a mais inovadora, mas a maioria faz esse tipo de afirmação sem nenhum embasamento de pesquisa ou números de mercado. “É uma das formas para persuadir o investidor, mas o investidor experiente consegue identificar se a ideia é realmente inovadora”, diz Camila.

3. Precisa de muito dinheiro para montar a startup

Existem várias maneiras para captar recursos e colocar a sua ideia de negócio em ação. Incubadoras, universidades e crowdfunding são alguns exemplos para quem ainda está apenas começando.

Junqueira explica que muitos empreendedores acreditam que a construção de um protótipo só é possível se tiver um investimento. “Eu pergunto: ‘você tem carro? Por que você não vende e usa o dinheiro para testar a sua ideia?‘. Ele não quer correr o risco, mas quer terceirizar esse risco”, conta.

4. Startup não é empresa

O sucesso e a consistência de uma startup dependem da sua equipe e da capacidade de gestão do líder. “Ele acha que é muito diferente ter uma padaria e ter uma startup. Mas, chega a um determinado momento que não é”, afirma Junqueira. Eventualmente, donos de startups terão que lidar com burocracias como qualquer outra empresa e o empreendedor precisa ter noções de gestão.

5. Precisa saber de programação

A maioria das startups necessita de programadores ou desenvolvedores para que a ideia de negócio saia do papel. Mas, é um clichê acreditar que o empreendedor que não domina essa área precisa aprender para fazer a ideia dar certo. “Você não precisa saber tudo de desenvolvimento, pode buscar um sócio que domine essa área”, diz Junqueira.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-cliches-que-sua-startup-precisa-abandonar-hoje?page=1

Big Data – Análise de dados Implícitos e Explícitos

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A Internet tem se tornado o local onde uma massiva quantidade de dados é gerada a cada dia. Isto é Big Data, não apenas um conceito abstrato criado pelo universo de Tecnologia da Informação, mas uma forte tendência de crescimento da pulsante atividade digital. Em um minuto, mais de 2 milhões de buscas são feitas no Google, e mais de US$ 250 milhões são gastos por consumidores. Usuários do Twitter enviam mais de 100 mil tweets pelo mundo.

Hoje, com a análise de dados Implícitos e Explícitos, é possível entender muito do seu negócio, do mercado, do hábito de consumo dos seus clientes, tendências e sim, sair na frente com isso.

Os Dados Implícitos e suas funcionalidades

Big Data é composto por dois diferentes tipos de dados: os Implícitos e os Explícitos. Dados implícitos são aqueles coletados sem que necessariamente se tenha a anuência das pessoas durante um processo de análise. Por este fato, pode carregar consigo uma conotação sombria – muitas vezes apelidada de “Big Brother”, “Big Oil” e “Big Government”, por exemplo.

Com estes dados, as empresas passam a conhecer os hábitos de seus clientes e, desta forma, muitas vezes, conseguem prever suas próximas ações. Cada bloco de dado disponível está sendo destrinchado e esmiuçado para posterior análise. Os maiores varejistas, das cadeias de supermercados aos bancos de investimentos, têm uma área de “análise preditiva”, focada não apenas em entender os hábitos de compras dos consumidores, mas também seus hábitos pessoais, buscando assim uma forma mais eficiente de comunicar e vender para eles.

Apesar da coleta de Dados Implícitos ser a mais utilizada, pelo fato de que as informações podem ser obtidas em grande escala, você nunca saberá se suas predições estão corretas. Isto porque eles são baseados na coleta passiva dos hábitos e comportamentos das pessoas. E é exatamente por isso que não são 100% à prova de falhas.

Com esse tipo de dados, não é possível para qualquer varejista saber se uma avó está comprando um presente de aniversário para seu neto ou para si própria. Da mesma forma, este varejista não consegue saber se você está comprando um livro para você ou como presente para um amigo. E, independentemente do quão genial seja o analista, ele nunca conseguirá sugerir uma música certa sem PERGUNTAR para a pessoa se determinado ritmo lhe agrada. Sendo assim, a dica é: apenas pergunte. O simples ato de formular uma pergunta específica nos leva para os Dados Explícitos.

E os Dados Explícitos? Como eles podem ajudar nos seus negócios?

Historicamente, Dados Explícitos custam caro e demandam muito tempo para serem apurados. Estes são os motivos por que tradicionalmente os Dados Implícitos acabam recebendo uma grande relevância nas análises de Big Data. Entretanto, a tecnologia tem mudado isto. A internet permite que as empresas obtenham Dados Explícitos em grande escala, por meio de uma variedade de plataformas. Isto está dando poder aos consumidores e esclarecimento às companhias. Quando você responde uma pesquisa, avalia um negócio, dá um “curtir” em uma marca, escreve uma resenha sobre um restaurante, um livro ou um serviço, você está contribuindo para gerar Dados Explícitos.

Um exemplo disto é o que ocorreu com a Ford antes da crise financeira, quando os dados sobre vendas de carros do tipo SUV demonstraram que a grande demanda por esta categoria continuaria nos Estados Unidos. Entretanto, a Ford teve a “clarividência” em apostar no investimento em carros menores e econômicos. Como? A empresa coletou feedback dos consumidores e usou estes dados em adição às informações de vendas para desenvolver seus novos carros e planejamentos. Esta decisão foi provavelmente o motivo da Ford não precisar de ajuda governamental, o que aconteceu com a maioria das montadoras durante o período.

A grande verdade é que Dados Implícitos e Explícitos devem trabalhar juntos, complementando-se. Os Dados Implícitos incluem, por exemplo, número de perguntas realizadas, número de pesquisas diárias, pacotes de preços, conversão de planos gratuitos em pagos, entre outros. Estas informações são cruzadas com dados conseguidos por meio de pesquisas, referentes à satisfação do cliente, cancelamento de plano ou feedback sobre o produto.

Usar apenas um tipo de dado é perigoso. Verifique os Dados Implícitos e os Dados Explícitos. Analise seus dados, mas não se esqueça de perguntar “Por quê?”. Dados Implícitos são o “O quê”. Dados Explícitos são o “Por quê”. Um sempre será importante para sustentar o que se extrai do outro.