Startups: Quer entrar na moda?

Acreditava enquanto pequeno, que as empresas que existiam antes do meu nascimento, e perduraram durante toda minha infância, monstros como General Motors, Ford, IBM e HP, fossem gigantes imortais.

Cresci com a ideia de que trabalho fosse algo físico e que exigisse muitas mãos, para construir carros, processadores, memórias, computadores ou softwares e que por este motivo, seria quase impossível uma nova empresa alcançar um gigante.

Nunca havia me ocorrido, e imagino que para vocês também não, que dois meninos em uma garagem, poderiam escrever um software e uma década depois, teriam criado uma das empresas mais valiosas, comentadas e promissoras do mundo, acima inclusive das gigantes imortais das quais mencionei. As coisas mudam, e mudam rápido.

Resultado? Novos ídolos. Qual é a criança que quer torcer para o time que esta perdendo? A nova geração olha para o novo, para o promissor, para o que cresce mais rápido, para o futuro.

Abrir uma startup é a última moda nos Estados Unidos, principalmente no Silicon Valley. No Brasil estamos um pouco atrás, mas a onda esta crescendo a passos largos.

Largar a faculdade como Steve Jobs e Bill Gates virou mais do que moda, é a nova tatuagem e o piercing, principalmente se o seu foco for software e internet. Normalmente quem as funda, já detém todo o conhecimento que precisa, então porque perder tempo com universidades?

Quem não quer ficar rico e ter o sucesso que Mark Zuckerberg teve? Fundar o Facebook aos 20 anos e pouco depois figurar na Forbes como um dos homens mais ricos do mundo. Fama. Riqueza. Glamour.

Quem diabos quer ter um patrão? É simples, basta pular a pequena etapa de ter chefes, não consiga um emprego e abra sua própria empresa. Consiga um investimento e você nunca precisará ter chefe na vida. Fácil, não?

Além do mais, se você tiver um chefe, certamente terá que trabalhar muitas horas extras e para os outros, e se você abrir uma startup, poderá trabalhar a hora que quiser e quanto quiser. Certamente poderá sair na quinta-feira para ir a praia e quem sabe voltar na terça para não pegar transito, moleza, né?

Se as razões para você abrir uma startup são essas. Só posso lhe desejar boa sorte, porque este é o único recurso que você poderá contar. Sorte.

Agora, se a razão do seu desejo de abrir uma startup é:

Você ama seu produto ou serviço e é exatamente o que quer fazer todos os dias da sua vida. Mais do que ninguém acredita e tem plena confiança que vai dar certo e que existe um espaço no mercado a ser tomado ou criado. Seus argumentos convencem, entretém e animam todos ao seu redor.

Está ciente de que a maioria das startups quebram nos seus primeiros anos de vida, e que existe uma grande chance de sua startup quebrar, principalmente se for a primeira.

Aceita e entende que o processo de desenvolvimento de uma startup leva anos e exige muitos sacrifícios e o principal deles é trabalhar muito e ganhar pouco.

Então você não quer só estar na moda e você certamente não precisa de boa sorte!

Já Era a Era da TI ?

Ultimamente, o que mais se ouve falar é sobre o desaparecimento dos setores de TI das empresas e o reforço e a consolidação no novo mercado que é a Segurança da Informação, ou SI. Apesar de a Segurança da Informação já ser uma realidade e estar cada vez mais ganhando mercado, os setores de TI ainda sobrevivem, pelo menos nas médias e nas pequenas corporações, pois, se analisarmos bem, o setor de TI de uma empresa é similar a pagar um serviço de “jardinagem”, ou seja, quando o problema acontece, o serviço é acionado, o técnico vem e resolve a situação.

A tendência é que, juntamente ao conceito de tecnologias verdes, tudo se volte para ambientes virtualizados e/ou distribuídos nas nuvens privadas, principalmente.

Em reuniões de corporações que não são da área de tecnologia, o que se ouve muitas vezes, infelizmente, é que o setor de TI é visto como um mal necessário, que é preciso terceirizá-lo ou, de alguma outra forma, é preciso cortar o gasto.

Com o mercado cada vez mais competitivo e globalizado, as corporações não querem mais correr riscos e para isso podem recorrer a ferramentas como DLP – Data Loss Prevention ou Gestão de Eventos Corporativos, que são oferecidas por empresas que já trabalham nessa área, em países como a China, por exemplo. Afinal, a informação, ou a segurança dela, também faz parte de decisões administrativas. Imaginem um colaborador enviando um arquivo para ele mesmo no seu e-mail pessoal ou copiando para o seu pen-drive. Quem deverá ser informado?

Claro que há prós e contras. Quanto a Cloud Computing, as principais vantagens que vejo são o baixo custo em relação a manter um setor de TI, além da confiabilidade e inovação, tendo em vista que a intenção é baixar os custos e tornar acessível a todas as corporações e assim tornar o acesso às novas ferramentas e aos recursos tecnológicos possível a todos. Talvez a única coisa que vejo como um contra é a visão negativa dos potenciais clientes sobre justamente a confiabilidade, ou seja, preocupações como privacidade e de conformidade. Há casos em que o cliente quer realmente saber se a informação está mesmo no seu país, por exemplo.

Quanto a ter um departamento de TI dentro da corporação, um aspecto negativo é justamente o custo, que é alto. Geralmente paga-se um salário alto para o gerente, e salários razoáveis a outros tipos de funções. No entanto, há empresas que cobram por armazenamento na nuvem começando a US$ 50,00 por usuário. Acredito que a maior vantagem seja ter uma equipe competente, que conhece o negócio da empresa, dentro de casa.

Cabe aos gestores de TI se adequarem às novas transformações e identificarem quais são as novas tendências, ou poderão ser “rebaixados”, em uma maneira de falar. Essa transição será demorada, não é algo para hoje, e mesmo assim não acredito que o setor de TI será “assassinado”.

Para a maioria das empresas o céu ainda está nebuloso para um entendimento de que deverá haver uma parte do orçamento da corporação dedicado para essas novas soluções.

 

Cloud computing em bate-papo.

Conversando com alguns amigos que são CIOs  sinto que é  claro que ainda existe muita curiosidade sobre o potencial e os riscos de cloud. E alguns executivos ainda estão meio céticos quanto a saber se cloud realmente será a “next big thing”. Assim, nesse bate-papo regado a cloud pode ser um pequeno termômetro de como os CIOs estão encarando o assunto que gostaria de compartilhar com vocês.

Um dos meus amigos  reconhece que muitos profissionais perderam o bonde do cliente-servidor e também foram surpreendidos pela velocidade com que a Web se disseminou. Muitos já usam em casa o modelo em nuvens como o Gmail e o Flickr e, nas empresas, algumas poucas aplicações SaaS isoladas. Estão realmente interessados em saber como a computação em nuvem poderia se disseminar mais profundamente nas suas empresas.

A maioria deles já leu sobre casos de sucesso lá fora e percebe, sim, que cloud computing será uma mudança de paradigmas, afetando de forma significativa as relações entre produtores e consumidores de produtos e serviços de TI. Também identificam que entrarão em um novo patamar de custos e facilidade no uso da TI. Mas confessaram que ainda não deram um passo nessa direção.

Desinformação

Uma reclamação é que ainda há muita desinformação e que a própria terminologia não está bem definida. Às vezes, é até conflitante, dependendo do provedor . Um exemplo é o modelo de IaaS (Infrastructure-as-a-service). IaaS pode ser entregue pela própria área de TI da empresa (insourced) ou por um provedor de nuvens externo (outsourced).

A infraestrutura física por trás pode estar hospedada no data center da própria empresa ou do provedor. E essa infraestrutura pode ser de uso privado (private cloud), compartilhada entre um grupo ou consórcio de empresas (community cloud) ou com os demais clientes do provedor externo (public cloud).

Uma conclusão a que chegamos é que o setor de TI caminha para o que podemos chamar de industrialização, em que os parâmetros principais são padronização, automação, self-service e escala massiva. O modelo de computação em nuvem é a clara implantação da tendência.

Algumas avaliações

Mas, conversa vai, conversa vem, e chegamos a outras conclusões. Primeiro, a adoção da computação em nuvem não acontecerá de um dia para o outro. Identificamos também diversas oportunidades de criar valor com cloud computing.

Uma delas será a redução de custos quando o modelo de TI (leia-se cloud) chegar ao nível de ser uma utility, como energia elétrica. Os primeiros passos nessa direção podem ser, por exemplo, a transferência de algumas aplicações como email, para o ambiente de nuvens públicas.

Outra oportunidade de criação de valor é a mudança que o ambiente de nuvens pode provocar em processos de negócios. Um exemplo citado foi o próprio ambiente de desenvolvimento e testes de sistemas, que demanda demoras e burocracias para uma aplicação ter disponível a infraestrutura necessária para ser adequadamente testada.

De maneira geral, uma grande empresa mantém uma parcela significativa de seu parque computacional dedicado ao ambiente de testes, embora subutilizado. Alguns estudos mostram que de 30% a 40% do seu parque computacional está dedicado ao ambiente de testes, mas com um nível de utilização de apenas 10% a 20%.

Potenciais

Imaginem os ganhos potenciais para uma empresa quando os desenvolvedores, através de um portal self-service, requisitarem e obtiverem os recursos computacionais necessários em minutos, e não em semanas? Claramente poderão ser explorados novos negócios, pois os sistemas que os sustentarão entrarão em operação mais rapidamente. Outra sugestão foi colocar as aplicações “customer facing” em nuvens, inclusive interagindo mais intensamente com redes sociais como Facebook.

Alguns CIOs comentaram que executivos de negócio de suas empresas já começam a abordar o assunto com eles e que, portanto, não poderão ficar mais parados. Mas ficou claro que a adoção do modelo de computação em nuvem é uma decisão estratégica e não simplesmente técnica. O próprio papel da TI poderá, e provavelmente o será, redefinido. Muitas das atividades hoje desempenhadas pela área de TI serão comoditizadas e terceirizadas para nuvens públicas.

A discussão esquentou quando se comentou a questão da segurança e se as nuvens públicas atuais poderão sustentar os critérios e políticas de segurança adotados pelas empresas. Chegou-se a um consenso de que as nuvens públicas poderão ser usadas por empresas pequenas que não têm políticas de segurança adequadas, mas as companhias de maior porte provavelmente começarão a sua caminhada usando nuvens privadas.

Nuvens privadas e públicas

Para confirmar esse ponto, alguns estudos feitos no exterior apontam que entre três e cinco anos cerca de 25% a 50% do workload das grandes empresas estará em nuvens privadas e apenas um pequeno percentual do workload dessas organizações deverá estar em nuvens públicas.

As nuvens privadas permitem que as empresas adotem o modelo e usufruam de alguns de seus benefícios, mas ainda mantendo o controle dentro de casa. Já para empresas pequenas, estima-se que, no futuro, de 80% a 100% das suas aplicações poderão rodar em nuvens públicas.

Outro aspecto levantado foi a questão da integração entre aplicações que estejam rodando em uma nuvem pública e as que ficarem on-premise. Muitas aplicações não poderão ir para uma nuvem pública, seja por questões técnicas, seja imposição da legislação. Mas terão que interagir com as que forem para as nuvens.

É um desafio e tanto, principalmente porque não existem ainda padrões de ineroperabilidade entre as nuvens.

Consensos

No final da conversa, chegou-se a alguns consensos como:

1) Cloud computing é um “work in progress” e, que muitas das atuais restrições serão minimizadas ou eliminadas nos próximos três ou cinco anos. Novas tecnologias surgirão e mesmo as atuais ofertas se tornarão mais maduras e eficientes nos próximos anos.

 

2) A falta de padrões de interoperabilidade e os riscos de “vendor lock-in” de hoje serão minimizados nos próximos anos. Sugiro acompanharem o Grupo de Trabalho de cloud do DMTF (Distributed Management Task Force) aqui.

 

3) A criação de negócios e novas aplicações serão incentivadas quando TI for uma utility. Entre os exemplos citados está a possibilidade de usar mais intensamente recursos de Business Analytics, uma vez que demandam variação muito grande de recursos computacionais e que nem sempre é possível manter essa infraestrutura em casa. Além disso, novos modelos de negócio, inviáveis quando o capex de TI é impeditivo, podem ser criados quando TI passar a ser utility e não se pensar mais em capex, mas sim em opex. Lembrando: capex é capital expenditure e opex é operating expense.

 

4) Cloud computing é estratégico e deve ser contemplado no plano estratégico de TI das empresas. O road map para sua adoção deve ser responsabilidade do CIO e do CTO, e não das áreas técnicas.

 

5) Cloud Computing não deve ser visto apenas como uma terceirização mais ampla, e sim como um modelo computacional que pode impactar significativamente os negócios da empresa. Dois aspectos fundamentais diferenciam cloud do tradicional “hosted computing”, que são o acesso via self-service e a elasticidade.

 

6) Cloud Computing vai redefinir a área de TI.

 

7) Cloud Computing não acontecerá de um dia para o outro. Mas deve-se começar a já planejar o road map e fazer os primeiros testes.

 

8) Cloud Computing nos EUA, Europa e no Brasil deverá ter velocidades de adoção diferentes porque os mercados são diferentes. Um exemplo é a banda larga, que é muito mais cara e lenta aqui do que nos EUA e na Europa.

Esse bate-papo envolveu cerca de 8 amigos hoje considerados grandes  CIOs de TI, tanto do ramo de internet quando do ramo de construção Civil,telecomunicações e redes Sociais.

Atualmente trabalho totalmente em ambiente Cloud Computing e confesso que no começo tive resistência ,mas hoje considero infinitas as possibilidades e facilidades de gestão que o ambiente me proporciona.

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