Preocupação com nova bolha de internet agora afeta o Brasil.

O temor sobre uma nova bolha da internet é um tema cíclico na cobertura de tecnologia. Há algumas semanas, ele voltou a rondar o noticiário desde que Mark Zuckerberg decidiu pagar US$ 1 bilhão pelo Instagram, serviço que não produz receita e era avaliado pela metade do valor despendido pelo Facebook.

A proximidade da entrada do Facebook na Bolsa, que pode dar ao site um valor entre US$ 77 bilhões e US$ 96 bilhões, tem ajudado a alimentar uma desconfiança de que as empresas de internet estejam superaquecidas. A busca por novos instagrams e facebooks, por parte de investidores, estaria provocando uma enxurrada de milhões de dólares em novas empresas que não dão retorno ou que têm pouca inovação.

O assunto foi puxado pelo empreendedor e escritor Dave Winer, que escreveu no fim de abril um post intitulado “Definitivamente é uma bolha”. Nick Bilton, do New York Times, retomou o tema em um artigo no blog Bits logo depois, com o título “Sem receita, uma ilusão de valor”. Chris Dixon, fundador do site de recomendações Hunch – vendido para o eBay em novembro – questionou a discussão com uma visão mais crítica publicada em seu blog, que também foi bastante comentada.

Muitos sites também repercutiram o tema e não faltou voz para criticar a desconfiança. Um dos investidores mais conhecidos do Vale do Silício, Marc Andreessen, afirmou em um evento organizado pela revista Wired: “Invisto porque acredito que não estamos em uma bolha”. E, por fim, o fundador do Techcrunch, Michael Arrington, voltou a chamar a discussão de uma “blubble” – uma “blolha” ou um blá-blá-bolha – como tinha feito no ano passado quando o tema reapareceu. Ele diz que há, sim, uma corrida por novos negócios na internet como a o fim dos anos 1990, mas agora ela é mais “inteligente” e menos gananciosa. “A compra do Instagram pelo Facebook foi impulsionada pelo medo, não pela ganância”, escreveu Arrington. O medo, no caso, era de que a startup se tornasse uma ameaça no futuro ou que fosse comprada por um concorrente.

A discussão vai longe e, apesar de o medo da bolha rondar a internet há anos, há uma diferença crucial com a preocupação atual. Agora ela afeta diretamente o Brasil, que tem atraído investidores de olho no crescimento econômico e na difusão cada vez maior do aumento do acesso à web. No fim de 2009, 67,5 milhões de pessoas tinham acesso à rede. Hoje são 79,9 milhões, segundo o Ibope Nielsen Online – e o número deve continuar em ascensão.

Animados com o bom momento muitos empreendedores brasileiros têm conseguido apoio e dinheiro para transformar suas ideias em empresas voltadas para a internet. Mas a animação tem de ser vista com cuidado.

Uma pesquisa recente com 170 empresas iniciantes, feita por uma consultoria voltada a startups chamada Luz Consultoria, indicou que apenas 32% das empresas têm clientes. Quase 61% dizem ter faturamento anual de R$ 60 mil. A maioria (72,4%) não recebeu investimentos, mas há aquelas que chegaram a ter aporte de mais de R$ 1 milhão.
Não é possível dizer que haja uma bolha no Brasil, mas vê-se startups já agem como se fossem grandes antes mesmo de colocarem seu site no ar.

Há algumas semanas conversei sobre isso com Carlos Martins, do grupo espanhol IG Expansión. Seu trabalho consiste em estruturar, no Brasil, modelos de negócios que já deram certo nos EUA ou Europa, fundando empresas de comércio eletrônico para depois vendê-las. São startups focadas principalmente na ascensão da classe C, como Viajanet, Shoes4you. Neste ano, ainda deve começar a operar uma loja online de bijuteria, a Sophie & Juliete.

Apesar da forte aposta que a internet brasileira vai continuar crescendo, Martins disse que acredita que depois da Copa de 2014 e da Olimpíada do Rio, o crescimento brasileiro deve desacelerar. Portanto, mais do que aproveitar o bom momento, é preciso pensar se o Brasil está criando empresas agora que poderão continuar inovando no futuro e que serão ambiciosas o suficiente para se manterem em tempos de crise.

Tutorial sobre arquitetura de sistemas para computação em nuvem (by NetFlix)

O Diretor de Arquitetura de Sistemas em Cloud da NetFlix, Adrian Cockcroft, apresentou na ultima semana na Qcon de Londres um tutorial sobre arquitetura de sistemas para computação em nuvem, usando o case da Netflix como base.

Felizmente para aquelas pessoas que não puderam participar do evento (meu caso) ele publicou os slides do tutorial no slideshare:

Tive a oportunidade de conferir o conteudo dos 209 slides ontem, e recomendo a leitura a todos que de alguma forma trabalham ou se interessam pelo tema Cloud Computing :)

Fica a dica!

 

O que os usuários do Facebook realmente gostam ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As empresas que apostam no crescimento das redes sociais para ampliar o alcance de suas marcas já entenderam que linguagem e o momento (“timing”) são importantes para que campanhas como do Guaraná Antarctica, cerveja Kaiser e batata Ruffles sejam um sucesso. Apesar disso, apenas 7,5% dos usuários já se tornou fã de uma página de empresa – acompanhando as ações da companhia diariamente. Para quebrar essa barreira, é preciso engajar as pessoas, ensina o especialista Erik Sherman, do site Techtown.

O Facebook oferece informações para ajudar as empresas a crescer na rede. A companhia tem estudos para mostrar que tipos de post funcionam no Facebook. Erik Sherman, que tem coluna no site da Inc.com e colabora com a emissora CBS, ensina aqui seis segredos para aumentar os resultados da fan page da empresa:

1. Comentário e análise das últimas notícias
Estamos falando aqui daquelas notícias importantes que atraem a atenção de todos para algum fato regional, nacional ou internacional, como a tragédia das chuvas no país ou o encalhe de um navio de luxo na Itália. Mais de 30% dos usuários do Facebook gostam de posts com opinião sobre um evento. Esse tipo de post atinge duas vezes mais “shares” do que a média.

2. Polêmica
E quem não gosta? Levando em conta como eventos polêmicos são capazes de capturar a atenção das pessoas a ponto de fazê-las discutir nos bares e no intervalo do café. Chamar atenção para fatos controversos ou quaisquer assuntos que gerem uma discussão pode dobrar o volume de “likes” e “shares”.

3. Dar atenção ao leitor
Falar diretamente com os leitores pode quadruplicar o número de respostas. Pedir recomendações triplica o volume de comentários.

4. Boas fotos
Uma boa foto, forte, interessante, bonita, pode dobrar os “likes”, “shares” e comentários.

5. Humor
As pessoas esperam encontrar coisas engraçadas no Facebook. É só pensar na sua experiência pessoal para ver como isso é verdade. Crie algo divertido e o seu post tem 50% mais chances de receber um “like” e cinco vezes mais “shares”.

6. Perguntar a opinião do leitor
Se você já gastou um tempinho fazendo marketing direto, já sabe como é importante partir para a ação. Por isso não surpreende que colocar uma pergunta no post amplie em 64% a possibilidade de que você receba um feedback. Perguntar a opinião do leitor faz com que ele se sinta valorizado e gera 37% mais envolvimento por parte de quem lê.

Outro ponto interessante: embora 13% dos posts feitos por jornalistas contenham video, não foi suficiente para que os usuários se sentissem compelidos a assistir. Entretanto, este é um caso típico em que experimentar é importante. Vídeos que são engraçados ou surpreendentes chamam a atenção das pessoas, então as empresas podem aprender muito com posts de usuários até acertar no tipo de imagem que envolve, gera associação e coloca a marca bem no centro das discussões.

Visa certifica smartphones para pagamento móvel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Visa aprovou alguns aparelhos que usam a tecnologia NFC no Brasil para utilizar o aplicativo Visa payWave, que permite pagamentos com celular em estabelecimentos credenciados.

Os dispositivos certificados (Samsung Galaxy SII, LG Optimus NET NFC, BlackBerry Bold 9900, BlackBerry Bold 9790, BlackBerry Curve 9360 e BlackBerry Curve 9380) possuem o app da Visa armazenado em um cartão SIM e usam o padrão seguro de transmissão de informações de pagamento do celular para o terminal de pagamento – tudo sem fio.

Com isso, os usuários dos cartões Visa têm uma opção para o cartão de plástico. Em vez de usar a tarja magnética ou o chip, podem transformar seus celulares em um dispositivo de pagamento móvel totalmente funcional.

A tecnologia funciona de maneira simples. Aqueles que tiverem os celulares certificados e o aplicativo da Visa instalado precisam apenas aproximar seu smartphone do terminal de pagamento, que é das próprias lojas de varejo.Segundo a empresa, a tecnologia é segura. A Visa afirma que testes técnicos e de compatibilidade garantem os padrões globais de pagamento com tecnologia de chip.

Intel chega aos smartphones com Lenovo e Motorola

A Intel ganhou notoriedade no mercado ao mostrar na feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, que está embarcando no segmento dos smartphones. Suas parceiras nessa nova empreitada, à qual a empresa tenta chegar há anos, serão Motorola e Lenovo.

Também recém-chegada neste setor, a chinesa Lenovo apresentou no evento o K800 (foto), primeiro celular com chip da Intel, que estará disponível na China no segundo trimestre de 2012. O aparelho tem processador de 1,6GHz, câmera de 8 megapixels, tela de 4,5 polegadas e sistema operacional Android 2.3.

A ideia da Intel é diminuir a força de chips vindos de empresas licenciadas pela britânica ARM — os quais exigem pouca energia e permitem maior durabilidade da bateria em dispositivos móveis. Eles estão presentes na maioria dos smartphones.

A companhia acredita, segundo o The Wall Street Journal, ter alcançado a paridade no consumo de energia com os chips ARM e aposta em vantagens de performance com um novo produto baseado na tecnologia Atom, usado em notebooks de baixo custo.

O interesse da fabricante de chips nos celulares inteligentes vincula-se ao comportamento do consumidor diante das máquinas. Durante o CES, o presidente da Intel, Paul Otellini, afirmou que a preocupação dos consumidores passou a ser “computação pessoal”, e não “computador pessoal”, conta o site de tecnologia ZDNet.

Isso porque os aparelhos em si não são mais tão importantes como antes, explica o site. O mais relevante seria o que o usuário pode fazer em seus dispositivos e como interage com eles.

Google muda tudo na barra superior do Gmail e afins

Pra mim a barra superior do Google, aquela preta que provavelmente ainda está no Gmail, Reader, Agenda e demais serviços da empresa que você utiliza, sempre foi bastante útil. Azar o meu, pois o Google informou na noite de terça-feira que descontinuou a bendita barra. No lugar dela vai entrar algo bem diferente do que eu esperava ver com a padronização do layout dos produtos Google.

Em vez de uma barra superior com links para os principais serviços, o Google optou por colocar no ar uma barra maior com outras coisas. Tem a marca do Google e a caixa de busca imediatamente ao lado. Assim como acontece atualmente no buscador, porém aplicado a todos os demais produtos fornecidos pelo gigante da web. A diferença é que, no Gmail ou no Docs, a pesquisa realizada a partir da nova caixa de busca diz respeito somente aos itens referentes ao serviço que você abriu. Por exemplo, no Calendar a busca vai funcionar somente em datas e eventos; no Gmail, em mensagens enviadas e recebidas.

Abaixo você vê a nova cara da barra do Google :

 

Marca do Google. Caixa de busca. Além desses elementos, a nova barra superior dos serviços do Google apresenta ícone para buscar por meio de voz. E, ali na direita, estão informações da tal “web social” na qual o Google tanto aposta. Aparece o nome do usuário, o contador de interações ocorridas no Plus, e um botão para compartilhar o conteúdo.

O mais bacana é que o Google achou um lugar para colocar links para os serviços que antes figuravam listados na barra preta. Repare que tem uma setinha ao lado da marca do Google. Clicando nela, um menu flutuante apresenta todos os produtos que a empresa oferece atualmente e para os quais a conta está habilitada. Com bastante espaço para futuras adições, de acordo com o anúncio da empresa.

Eles fizeram um vídeo (em inglês) que apresenta a nova barra superior. Assista:

Coroando a padronização no design de seus produtos, a nova barra superior me trouxe a impressão de que o Google quer fortalecer a própria marca. O vídeo deixa bem claro que o nome “Google” fica em evidência, enquanto o nome do produto aparece em segundo plano, com menor importância.

Também percebo que, a partir de agora, todos os produtos do Google terão a parte superior bastante parecida. Sobra menos espaço para inovação nessa área. Se algum produto novo requerer um visual diferenciado em sua parte superior, sabe-se lá como o Google vai resolver o problema… Bom, os engenheiros de Mountain View são muito bem pagos para resolver esse tipo de questão.

O Google não deu detalhes sobre o processo de liberação da novidade. Geralmente demora mais para usuários com a conta nos serviços Google ajustada para português. No entanto, a barra não apareceu no meu Gmail em inglês.

Tudo o que você precisa saber sobre o iTunes Match

No dia 14 de Novembro a Apple atualizou o iTunes para a versão 10.5.1. A novidade dessa versão foi habilitar o iTunes Match. Bem, isso vale para usuários Norte Americanos ou para os felizardos que tem um cartão de crédito gringo, ou uma amiga bacana (como eu tenho) que liberou seu cartão e endereço (o velho truque de usar Gift Card na iTunes Store, não rola para o Match, que pede um cartão físico :( ).

E que diabos é o iTunes Match? Bem a gente já acostumou a usar a nuvem para emails como GmailYahoo!, etc. Usamos para contatos no MSNSkypeGtalk, etc. Armazenamos na nuvem nossas fotos no Flickr, nossos vídeos no Youtube e nossos arquivos em soluções como Dropbox e Backblaze. O iTunes Match é a solução da Apple para deixarmos nossas coleções de músicas na nuvem, no caso, na iCloud.

A grande vantagem de usar a nuvem é ter suas músicas disponíveis em qualquer lugar, sem precisar se preocupar em fazer back-ups. Com ela, um iPhone, ou iPod, pequeno de 8Gb, ganha a possibilidade de “armazenar” toda a sua coleção de dezenas de Gigabytes. Assim, se bater aquela vontade repentina de ouvir uma música antiga, tipo, um Pagode ou Axé que há muito tempo não frequentava seu iPod (todo mundo tem esqueletos no armário), basta seleciona-la e e, se você estiver com acesso a internet, ela toca quase instantaneamente. A partir da segunda música o play é imediato.

Um efeito colateral positivo do iTunes Match é que, para a Apple não precisar armazenar uma cópia de cada música sua, ela varre a sua coleção toda antes e fazer o “match” entre os seus arquivos e o catálogo da iTunes Store (cerca de 20MM de músicas). Assim, além da Apple não precisar guardar uma cópia extra de cada arquivo de uma música que ela já tem, o usuário não precisa fazer upload desses arquivos também. O que diminui bastante o tempo de upload.

Outra coisa legal, para mim uma das mais legais, é que se a Apple fizer o match num arquivo seu, não interessa como você obteve esse arquivo, se foi via rip de um CD seu, se de um amigo, se da internet, se de outra loja online etc. Desde que sua música tenha, no mínimo 96kbps, a Apple oferece a você um arquivo sem DRM (sem restrições contra cópias) e com 256kbps (que é a mais alta qualidade oferecida pela iTunes Store). Para mim só isso já vale os $24,99 anuais do iTunes Match.

Já, para os arquivos que a Apple não encontrar cópia no catálogo deles, você deverá deixar que o programa faça o upload para a nuvem. Assim que esse processo terminar, todas as suas músicas estarão seguras e disponíveis no iTunes Match. Permitindo que você as ouça pela internet, ou mesmo as baixe a qualquer momento.

Vou contar um pouco da minha experiência em começar a usar o iTunes Match.

Passo 1: habilitar

O iTunes Match aparece como uma opção acima das suas playlists, assim que você atualizar o iTunes para a versão 10.5.1. Quando eu cliquei nele pela primeira vez, a Apple se recusou a habilitar o serviço, pois minha coleção de músicas tinha mais de 37 mil arquivos. O limite atual do iTunes Match é de 25 mil músicas não comparadas na loja da Apple. O que deve atender a grandíssima maioria da população, mas que ferra os heavy users. Há expectativas que a Apple aumente o limite no futuro.

Depois de muito fuçar na web achei uma solução que me pareceu a melhor (não, apagar 12 mil músicas não era uma alternativa!): Primeiro você deve selecionar todas as músicas que você menos ouve, menos gosta, ou que acha que terão poucas chances de serem “matcheadas” pela Apple. Algo como aquelas suas trilhas sonoras do festival de cinema do Butão, ou hits do Tiririca. Com as músicas selecionadas, você deve alterar seus tipos, de música, para algo como Podcasts, ou Audiobooks. Assim, eles não contam mais no limite de 25 mil. Faça isso apertando CMND+I (no Mac) ou CTRL+I (no Windows), clique em opções e altere o tipo de mídia de música para outro de sua preferência (eu usei Podcasts e todos seus tags, notas e metadados são mantidos).

Com menos de 25 mil músicas na biblioteca habilitei o iTunes Match, fornecendo o cartão de crédito de uma amiga com endereço gringo e deixei a mágica começar.

O iTunes começou a varrer minha coleção e mandá-la para a nave mãe. Depois ele faz o match e as que não localizou versão na Apple, começou a fazer o upload imediatamente. No meu caso, com aproximadamente 23mil músicas o iTunes encontrou 17 mil matches. 3 dias depois o processo de upload ainda não acabou pois são 6 mil músicas para subir. Mas a primeira parte deve ter consumido algo entre 1 e 2 horas entre apertar o start e o processo de matching ser concluído.

Vale ressaltar que o iTunes não vai subir arquivos duplicados, nem vai subir arquivos com erros, ou que tenham menos de 96kbps (eu tinha 1.300 desses últimos). O que fiz foi converte-los para AAC com 256kpbs no próprio iTunes, apagar os originais e pedir para o Match fazer nova tentativa. 100% de sucesso. :)

Passo 2: Usando o iTunes Match

Depois de você subir todos os seus arquivos para Apple, fica a seu critério se você quer apagar os originais, ou não. Você poderá baixá-los novamente a qualquer momento. Os que foram matcheado” serão baixados no formato AAC em 256kbps sem DRM. Os que não foram matcheados serão baixados exatamente como subiram.

Se você apagar os arquivos da sua máquina eles aparecerão com uma nuvenzinha ao lado deles, indicando que estão no iCloud Se clicar na nuvem a música é baixada. Se você apertar play, será necessário estar online, pois a música virá via streaming. Ou seja, mesmo que você a ouça uma vez, para ouvir de novo, deverá estar online. O mesmo não é verdade nos dispositivos iOS. Neles assim que você ouvir a música uma vez, ela fica disponível localmente.

Para habilitar o iTunes Match no seu iPod, iPad ou iPhone, vá em Settings/Music e ligue o iTunes Match (é a primeira opção). Não se assuste com a mensagem de que isso apagará suas músicas locais. Isso só acontecia no beta. Como não apaga nada, você pode seguir usando seu iPod/iPhone/iPad normalmente e todas as músicas que estavam lá, continuarão nele. Aliás, se você não selecionar a próxima opção (Show All Music), você só verá as músicas que estão armazenadas no dispositivo. Se ligar essa opção aí sim, terá acesso a toda a sua coleção de músicas que está na nuvem!

Todo metadado alterado num dispositivo é automaticamente atualizado para todos os dispositivos conectados a sua conta no iTunes Match (podem ser até 10 dispositivos). O playcount, ranking, até mesmo Playlists que você criar, ou editar são atualizadas em tempo real em todos os aparelhos. Muito bom.

Com uma conexão Wifi ou mesmo 3G decente é possível curtir suas músicas sem delay (pena que não temos 3G decente no Brasil, mas quando chegar o 4G, vamos estar com velocidades 3G bacanas!).

Agora é só curtir sua coleção de músicas completa onde quer que você vá.

Abaixo listo algumas dicas:

• Cuidado com o shuffle. Se você der um shuffle com o iTunes Match agora, estará dando shuffle em TODA a sua coleção. Local, ou na nuvem. Algumas horas de shuffle na sua conexão 3G podem estourar a sua franquia de dados mensal facinho facinho.

• Se o iTunes não reconheceu todas as suas músicas na primeira tentativa, tente de novo. Numa segunda tentativa ele normalmente acaba encontrando outras. Se não deu certo, aí parta para a edição de tags. Se suas músicas estão com “Álbum Desconhecido” e organizadas como “Track 01”, Track 02” etc, isso dificulta o processo. :)

• O iTunes Match não altera seus tags, nem a imagem de seu Álbum. Isso tem o lado bom e o lado ruim. Mas foi feito para que assim, aqueles usuários que gastaram horas editando suas tags, não joguem seu trabalho fora. Eu creio que no futuro isso poderá ser customizado.

• O iTunes Match não sincroniza Playlists que mencionem outras Playlists. Ou seja, uma lista chamada “melhor que surdez” que seja composta por referências a outras playlists como “Axé Hardcore”, Funk Total” e “Chorinhos Gospel” será marcada com o símbolo de uma nuvem com um traço no meio.

• Músicas baixadas no seu dispositivo iOS podem ser facilmente apagadas agora da mesma forma que se apaga um email. Passe o dedo e aperte deletar.

• Se você quiser que sua coleção seja acessível de outro computador, criei uma nova biblioteca no iTunes do zero e vincule a sua ID da Apple usada no iTunes Match. Aí, selecione todas as músicas e mande baixar todas (assumindo que você as queira localmente). Para evitar que as pessoas façam isso o tempo todo, baixando em suas máquinas/iPads/iPods/iPhones coleções inteiras de amigos, a Apple instituiu um prazo de 90 dias de conexão mínima. Se você vincular uma máquina a uma conta do iTunes Match, só poderá vincular outra conta, 90 dias depois. Ainda assim é possível baixar toda a coleção de uma pessoa para outra. mas isso é ilegal viu? Sem contar que os arquivos que você baixou são “trackeáveis” de forma a identificar o seu usuário. Quer arriscar?

Ahhh, caso não tenha ficado claro, iTunes Match só vale para músicas. filmes, livros, programas de TV não sobem para a nuvem.

Facebook Construirá Datacenter na Suécia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Facebook anunciou hoje que construirá um data center na Suécia.

A nova instalação será erguida na cidade de Lulea e será o primeiro data center da rede social construído fora dos Estados Unidos. O Facebook anunciou que pretende erguer outros prédios na região.

Michael Kirkland, porta-voz do Facebook, diz que o data center será usado para suportar a demanda dos usuários na Europa e diminuir o tempo de resposta dos acessos. A rede social é usada por mais de 800 milhões de pessoas e estima-se que 25% destes usuários acessam a rede fora dos Estados Unidos.

 

O clima frio de Lulea, que permite refrigerar as máquinas mais facilmente, e as fontes de energia renováveis próximas à região, favoreceram a escolha do local. A construção do prédio terá início até o final de outubro deste ano.

 

O novo prédio em Lulea ocupará um espaço de 27 mil metros. O data center ficará pronto em 2012, mas somente em 2013 ele receberá o tráfego de dados da rede social na Europa, segundo o site Data Center Knowledge.

 

A construção do novo data center custará entre 329 milhões e 549 milhões de euros. O Governo sueco fornecerá 11 milhões de euros, segundo a ministra da Indústria sueca, Annie Lööf.

 

 

 

 

 

Como impressionar o CEO de um Startup

Para encarar a rotina alucinante de trabalho em uma startup vale mais a atitude do que uma porção de nomes de peso no currículo. Isso significa que, na prática, essa principal ferramenta para atrair a atenção do recrutador cai para segundo plano.Isso não significa, contudo, que a ideia de currículo foi de toda abolida do contexto das startups. “Depois do networking e da apresentação, o currículo é o jeito para você mostrar que tem uma boa base”, diz Emilio Pueschmann, sócio da startup Internet24.

Mas é preciso um cuidado especial na hora de elaborá-lo. Currículo para startup não necessariamente deve ter a mesma lógica do CV que você envia para uma grande empresa.Pensando nisso, EXAME.com consultou recrutadores de startups já consolidadas no Brasil para saber quais as características de um currículo – ou outros meios possíveis – que os deixam encantados com um possível candidato.

1 - Mostrar o Zuckerberg (ou a Madre Teresa) que há em você

 

Na  hora de recrutar, os sócios de uma startup tem olhos, principalmente, para um ponto: o quanto de espírito empreendedor o candidato em questão nutre dentro de si.

Esse, digamos, sentimento tem que estar claro desde as mais óbvias escolhas de informações que vão parar no currículo. “Ter experiência em desenvolvimento de novos negócios, mesmo que seja em grandes empresas, já é um sinal desse perfil empreendedor, de pessoas que topam começar alguma coisa do zero”, diz Maria Fernanda Ortega, diretora de RH do Peixe Urbano.

“Não adianta só colocar onde você trabalho. Os resultados alcançados são evidências desse perfil”, diz Pueschmann.

Mas não é só isso. Segundo a especialista, ganha pontos aquele candidato que já teve experiência em trabalho voluntário. “Geralmente, nesse tipo de atividade é possível exercitar as características necessárias para trabalhar em uma startup. Mostra que você acredita num projeto e vai atrás dele”, diz.

2 – Meu codinome não é só trabalho

Nesse sentido, conta muito também mostrar o quanto plural seu repertório é. Ou seja, paixão pela área do negócio em questão conta muitíssimo. Mas ela não deve ser a única. “Valorizamos pessoas que tenham interesses diversos”, diz Maria Fernanda. “Geralmente, são essas pessoas que pensam fora da caixa”.

Dessa forma, vale incluir hobbys, viagens e até cursos que tenham pouca relação com os negócios em questão.

 

Quem trabalha em startup vive num ritmo quase na velocidade da luz. Para cativar a atenção de quem atua nesse contexto é preciso suar muito a camisa – literalmente.

 

Segundo Edney Souza, vice-presidente de publishers da Boo-box, é essencial que o candidato mostre ação – já no primeiro contato com a empresa nascente. “Se você vai trabalhar em uma startup precisa realizar coisas”, diz. Então, nada mais justo do que, junto ao currículo, enviar materiais que comprovem a lista de atributos que você lista ali.

 

Com isso, links para portfólio e perfis nas redes sociais são indispensáveis. Ele até pode ter passado por boas empresas, mas não ter construído bons relacionamentos. Um link para o perfil dele no Facebook pode apontar isso”, diz Souza.

Dependendo do cargo e negócio em questão, vale também enviar uma carta de apresentação. Em outros casos, entrar em contato com os integrantes da startup de maneira inteligente pode ser uma ótima estratégia.

Em outros termos, a dica é fisgar o recrutador da startup com estratégias que provem que você é a pessoa mais adequada para aquela função e, como consequência, para o crescimento do negócio. “Nosso negócio é redes sociais, se o cara faz um comentário inteligente, eu não vou mandar o contato do RH, vou mandar meu próprio e-mail para ele”, diz Souza.

4 – Menos é mais

Mas não pense que esses métodos para atrair os olhares do recrutador limam uma das regras de ouro do bom currículo. Objetividade e concisão seguem como itens essenciais no “documento”.

 

Dependendo do estágio da startup, os recrutadores recebem centenas de currículos, fugir dessa regra pode até atrapalhar voce no processo de seleção. “É muito importante que a informação seja clara”, diz Maria Fernanda.

“Se o curriculo é muito criativo ou bonito, a gente não liga. O importante é o conteúdo, o que a pessoa fez, o que ela escolheu”, diz Pueschmann. É claro, contudo, que para algumas áreas há exceções. Mesmo nessas, contudo, a clareza das informações deve ser um valor.

5 – QI

No restrito (porém, crescente) mundo das startups, networking conta. E muito. Então, se a meta é crescer junto com uma nova empresa, não deixe de frequentar eventos voltados para esse público. É isso que pode fazer a diferença na hora de provar, com seu curriculo, o quanto você será bom para o negócio.

 

Texto do site : info.abril.com.br

 

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